Diretor do setor médico do TJ/AL conscientiza sobre a febre amarela

Diante do surto de febre amarela que atinge alguns estados brasileiros, o diretor do Departamento de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV) do Tribunal de Justiça de Alagoas, o reumatologista Georges Basile Christopoulos, esclarece algumas dúvidas que possam surgir e orienta os servidores sobre a doença.

As pessoas que forem viajar para áreas de risco necessitam se vacinar com dez dias de antecedência, pois é o período necessário para que a vacina alcance o nível de proteção. Nestes casos, basta se dirigir às unidades de atendimento da Pitanguinha, Ib Gatto (Tabuleiro dos Martins) ou o 2º Centro de Saúde (Poço), com a identidade, comprovante de residência, cartão de vacina e algum comprovante da viagem (passagens ou hospedagem).

Caso a pessoa apresente sintomas durante a estadia, deve procurar atendimento médico no local. Os sintomas da doença podem ser semelhantes a gripes e resfriados, como febre, náuseas, vômito, dor de cabeça, além da pele amarelada. “A doença é muito grave e mata de 30 a 50 por cento das pessoas que a contraem, então é uma doença de alta letalidade. Por isso, a prevenção é muito importante”, frisou o diretor do setor médico.

O médico também alertou sobre as contraindicações da vacina. “Mulheres grávidas, por exemplo, não devem utilizar, assim como crianças de até nove meses. Mas são muitas as contraindicações que podem existir, então o ideal é que procure o setor médico do Tribunal, que todos os médicos estão preparados para dirimir qualquer dúvida que os funcionários tenham”.

Georges Basile afirma que a equipe do setor médico do TJ já está preparada caso Alagoas apresente a doença. “Todos os médicos já estudaram o tema, estão aptos a atender. Se aparecerem casos e as pessoas precisarem se vacinar, os funcionários podem ficar tranquilos. Nós já conversamos com o presidente do Tribunal e ele nos garantiu que vacinas serão fornecidas a todos os funcionários”, esclareceu.

Prevenção

Além da vacina, as precauções a serem tomadas são as mesmas indicadas para a Dengue, Zika e Chikungunya, já que o mosquito transmissor é o mesmo, o aedes aegypti: não deixar água parada, manter terrenos limpos, usar repelente e camisas de mangas longas.

Macacos não são transmissores

O diretor ainda alertou que os macacos não são transmissores da doença, ao contrário, eles são portadores da febre amarela. “Nós vemos relatos de maus tratos com os macacos, mas isso é uma coisa inadmissível. Aliás, eles servem de ajuda, porque normalmente eles se contaminam e morrem primeiro e servem de aviso para aquela região de que um surto pode vir e que as pessoas que vivem naquele local devem ser vacinados, então o animal é tão vítima quanto os humanos”, explicou.

Ascom – 31/01/2018

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